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terça-feira, 1 de maio de 2007

A anatomia cerebral do movimento


Como nos movemos?

Para que qualquer movimento possa ocorrer o cérebro necessita ordenar ao músculo que se contraia, transmitindo esta ordem, mas calculando até ao detalhe o trajecto do movimento, a força de activação necessária, a direcção da força a exercer, etc.
Ao nível cerebral, o cortex motor (na imagem, M1) é uma das principais áreas envolvidas na função de movimento, gerando impulsos neurais que controlam o movimento. Os sinais gerados em M1 atravessam então a linha média do corpo para activar os músculos situados na metade oposta (o lado esquerdo do cérebro controla o movimento do lado direito do corpo, e vice versa).
Em M1 (ver imagem), cada parte do corpo está respectivamente representada de forma somática, ou seja, o pé próximo da perna, por sua vez próximo do tronco, que está perto do braço e este da mão, etc. A quantidade de matéria cerebral que representa cada parte do corpo é proporcional à quantidade de controlo que esse motor primário tem sobre essa parte do corpo. Por exemplo, os movimentos complexos das mãos e dedos exigem uma grande parcela de matéria cerebral, contrariamente aos grandes grupos musculares das pernas ou tronco.